domingo, 17 de outubro de 2010

Testículo do Vila - "Novidades no Blog"

Caros leitores,
Antes de começar a falar sobre as novidades do blog, devo dizer que não postei sexta pelo simples fato de meu computador estar com problemas. É a tecnologia me deixou sem eira nem beira.
Mas agora, venho com muito prazer anunciar algumas novidades do blog:
1) Teremos cartoons, e tirinhas. Desenhadas por mim. Aguardem, a expectativa é que essa semana uma já de as caras.
2) Haverá uma seção de "Entretenimento e Cultura".
3) Novo correspondente internacional chegando.
Tendo anunciado as expectativas para esse mês, vou ao meu texto semanal não publicado na sexta.
A bebida como lubrificante social
Acho que foi Durkhein quem disse: "A bebida é o lubrificante social", e se disse foi sábio. Ora, o que torna possível a interação social mais que a bebida? um tópico? não, o tópico gera a discussões, a bebida leva a profundas conversas interessadas apenas na conversa, e não nas soluções. Alguns usuários diriam que a verdinha, o ato de passar o banza, daria uma interação maior. Mas em uma roda onde nem todos "usam" seria mesmo o melhor? Não!
Nem a dança, a paquera, o convívio dentro de uma mesma festa cria mais interação interpessoal do que a bebida.
É fato que a bebida não cria amizades, tal qual uma discussão ou um esporte fariam, mas a bebida proporciona algo mais: a ausência da solidão humana. Por isso defendo a bebida como ato social, e não o alcoolismo exclusivo a si mesmo - ou o ato de tomar umas biritas sozinho. Em ambos o indivíduo bebe, em ambos o indivíduo fica no mesmo estado físico, mas o faz por razões diferentes e aí reside toda a diferença.
Dessa forma é possível que a bebida seja a maior mobilizadora de seres humanos a conviver juntos, pois quando se bebe o único ato possível é o alcoolismo ou a convivência entre pares.
O homem que bebe no ambiente social o bebe junto a outros a fim de criar um clima propício ao desenvolvimento das conversas e interações mais propícias ao local apresentado.
Portanto, se torna clara a presença do alcool como lubrificante social. Por mais claro que o que torne o ambiente agradável e produtivo à interação não seja o alcool e sim as pessoas, o clima, quem o faz melhor, por excelência é o alcool. Mesmo que você não beba.
Agora irei citar um exemplo para elucidar o que estava dizendo:
Jogos universitários - O esporte é a desculpa. A cidade distante de "casa" é o local. A festa, o alojamento, e o estádio são o ambiente. O lubrificante oficial é o alcool. Então, as pessoas que são o propósito de toda a diversão, só estão nesse âmbito a procura de outros seres humanos devido ao tripé: "desculpa, local e ambiente". Porém o tripé só interage quando junto ao alcool.
Quem já participou de competições esportivas de alto nível sabe bem a diferença de diversão entre um jogos universitários e uma competição, mesmo que o outro tenha as mesmas características.
O que quero dizer com isso é que o Alcool é uma dádiva, um elemento importantissimo do composto de nossa sociedade, e principalmente para a juventude. Mesmo que você não beba, sem ele você não irá se divertir, porque não irá existir clima para isso.
Por isso digo: "Enjoy your birita, my brodi!"

Pentelhos do Rei - Novo dia de postagem, antigas e já sabidas considerações sobre o PT

Caríssimos, mil perdões pela ausência. Peço desculpas aqui, publicamente, justificando que durante a semana estava quase impossível postar. Como se não bastasse o trabalho que tanto tem me consumido, venho reforçado o tom da minha campanha anti-PT, o que vem me tomando muito tempo. Esta minha batalha exige não só esforço, mas persistência. O PTismo é uma doença difícil de curar. Exige conhecimento, persistência e, muito mais até, paciência. E é com base nessa minha campanha que hoje publico minha coluna.

Após a aceitação da grande maioria e o silêncio dos atingidos, repito a frase que veiculei essa semana:

"É duro dizer isso, mas quem vota no PT ou recebe esmola do governo, ou é um ignorante."
Primeiramente, aqueles que me conhecem sentiram estranheza. Não costumo adotar tom tão enérgico no discurso. Minha crítica à crítica é ferrenha, pois quem critica, em geral, não tem compromisso com a mudança de opinião. Contudo, este discurso não é dirigido aos criticados, pois, como já disse, os PTistas sofrem dum mal difícil de se livrar. Em verdade, direciono este discurso para os indecisos, uma grande parcela da sociedade capaz de mudar o placar já tão anunciado.

Pois bem. Recebem esmola do governo os que se beneficiam com o Prouni, com a bolsa família, com os cargos públicos, todos esses benefícios sociais de qualidade e efeitos duvidosos. Poderia dedicar uma coluna, ou melhor, um blog inteiro para demonstrar quão absurdo e contraditório é defender tais programas na forma como foram ampliados no governo Lula em conluio com o PMDB do Sarney, do Michel Temer, do Renan Calheiros. Essa parcela de PTistas e seus simpatizantes está obviamente comprometida na causa da perpetuação do PT no poder. É óbvio, pois ante a ausência, ou a pequena presença, de mérito na vida, os beneficiados precisam do governo para sustentar o padrão de vida que adquiriram nesses últimos 8 anos.

Por outro lado, são ignorantes aqueles que votam no PT pois, ao contrário dos beneficiados que necessitam do governo e possuem interesse na perpetuação, desprezam a verdade que se impôs nos últimos tempos de que o governo PTista, contrariando todos seus ideais, todas as lutas e todos os seus fundadores, acabou por aliar-se à massa que tem o governo, não como meio para consecução de seus ideais, mas como fim, para o fim de usar a máquina estatal em favor dos seus partidários ou daqueles que possam beneficiá-los.

Isso tudo, por fim, para escancarar que a democracia ainda precisa evoluir para um modelo em que os agentes tenham como fim maior o fortalecimento das instituições, a autoregulação e a constante educação do povo, coisas estas todas desprezadas pelo governo Lula e seus cúmplices. Um mínimo de imparcialidade e de bom senso são o bastante para fugir do modelo de democracia que o atual governo quer nos obrigar a aceitar.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Gozadas do Rei - Protesto parte II

Alguem estranhou minha ausência esta semana?

Se sim, é que eu estava ocupado... Tão ocupado quanto você.
Sabe bem para quem estou falando.

Meu tempo vale tanto quanto o teu, minhas idéias valem tanto quanto as tuas, então por que vou gastar meu tempo passando elas a você, se não faz o mesmo?

Voltarei a escrever com gratidão quando me der o prazer de ler tuas idéias.

É triste quando em um diário onde a única função é compartilhar as mais íntimas idéias e ocasiões, que nos faz mais unidos, falamos para o vento e lemos a ausência.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Testículo do Vila - "A felicidade não existe"

“O dever de todas as coisas é ser uma felicidade” (Jorge Luís Borges)

Essa frase é de um dos autores que mais gosto no mundo, Machado de Assis argentino, Borges é poeta, escritor de prosa, mas sobre tudo mestre das palavras. Não conheço ninguém que trabalhou tão bem a palavra como ele, e, digo ainda: Se há alguém no mundo capaz de tornar a palavra felicidade é ele, pois ele a torna o que quiser.

Tendo dito isso, começo o texto falando de felicidade. O que é a felicidade afinal? O que é essa plenitude onde a vida alcança um êxtase sem fim? Onde o mangina – para lhe tomar emprestada as palavras, Rui – acha a felicidade de seu deleite? Onde ela está?

Bom, é evidente que não na coisa em si, pois se ela tem o dever de ser já não é. Mas então, se não está no nosso objeto de desejo está no que o objeto de desejo produz em nós? Tampouco eu diria, afinal quando temos o objeto, ele produz a saciedade atemporal? Ora, não! Ele produz apenas a conclusão de um desejo, logo desejamos outro objeto qualquer.

Hum a trama se desenvolve, julgo eu, no sentimento que aquele dado objeto transpassa a nós, essa relação afetiva é capaz de construir sensações que se assemelham a felicidade, veja bem: não entendo como somente isso pode se traduzir na felicidade; um objeto apenas pode lhe trazer afeto tamanho a lhe gerar felicidade? Eu acho que não. (Quando digo objeto quero dizer todo elemento capaz de ser fonte de desejo: mulher, cerveja, amigos, carro, piano, etc.)

Dessa forma, como já argumentava outrora, não está no desejo, nem no objeto, e relativamente perto da relação afetiva entre objeto e homem.

Onde está? Pois bem, não sei! Penso que esteja no espírito, quando o ânimo e o objeto se aproximam a ponto de completar-se. Mas isso é conversa para uma tese, não para o blog.

Dessa forma, deixo a noite de sexta para o estudo, sei bem que não serei feliz, pois não é nisso que se encontra a felicidade, mas quem sabe eu não consigo um tempinho para cerveja se fizer tudo certinho agora? Hum... E se a cerveja vir acompanhada de amigos e uma boa mulher é um tanto melhor.
Bom, vamos que a vida é isso, nada mais se não frustrações contínuas, e breves momentos de alegria, onde todos procuram pela felicidade, que me parece não existir, exceto pelos momentos onde há amor.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Pentelhos do Rei - "Pior que tá não fica"

É tão eficiente o marketing que já muito provavelmente veio à mente do leitor a imagem do nosso Deputado Federal Tiririca. Rimas fáceis, batidas e improváveis é a fórmula da piada secular, repetida e passada boca-a-boca. É o que basta para essa nossa democracia em que os eleitores não dão importância aos cargos do legislativo, vide abstenção, votos em branco e nulos. Aqui eu não arredo o pé: todo aquele que queima o voto deixando de votar, votando em branco ou nulo é um ignorante, ou melhor, um acéfalo político. Até votar no Tiririca é melhor do que se abster de votar ou votar nulo/branco. Pelo menos votando no Tiririca o eleitor tem a oportunidade de se arrepender de ter votado, enquanto que o outro, o acéfalo político, nem essa consciência possui, pois anular seu voto, de um modo geral, é uma manifestação de democracia, incorrendo assim numa eterna e profunda "paralaxe cognitiva", citando Olavo de Carvalho. Vamos fugir dessa ideologia barata de inconformismo em inércia. Fujamos dessa ignorância.

sábado, 2 de outubro de 2010

Testículo do Vila - "Angústia"

Esses dias fiz um post revoltado, a política em geral me enoja. E é por esse motivo que a beira das eleições o assunto encerra aqui.

Falemos de angústia, essa que me devora com seus grandes dentes brancos! Digo isso porque ela abate sobre mim em momentos belos, muitas vezes até mesmo inspiradores...

Não sei o que acontece, mas acho que a angústia é assim mesmo...

Por momentos, as coisas vão bem, você sai, bebe, se diverte, conhece pessoas e de repente, do nada, ela vem, não importa o quão bela é a moça, o quão interessante é a companhia ou o quão gostosa é a cerveja, ali, quando ela chega é arrasador, nada mais importa. Nesse momento, tudo parece fake, uma pretensão da realidade manipulada pelo sentido de dever; ora, você continua a conversa não mais porque está interessante, você quer desesperadamente sair dali, mas o bate papo não para, pois você está simulando que ele continua interessante.

O pior, isso nada tem de verídico. Muitas vezes as coisas - na verdade quase sempre -, continuam as mesmas, o seu bife não perdeu o gosto, o que muda é interior, e nada é perceptível externamente.

Nesses momentos que eu penso: A vida é a arte de seguir simulando a realidade.

E o perturbador é que não estamos mentindo a nós mesmos, ou sendo falsos com a situação, pois é fato que continuamos a ter os mesmos interesses - ressalvo pela angústia.

Ahhh como me atormenta a angústia, preciso urgentemente descobrir um santo remédio, popular, e de preferência bom de gosto.

Gozadas do Rei - Quando não me apoiam

Começo pedindo licença, pois, enquanto nosso blog procura por novos colunistas, tenho liberdade de escrever no dia que me convém... E um recado para essa semana aos colunistas atuais: vocês falharam, e todos juntos!

Agora vamos ao menos importante...

Depois dos 16, 17 anos, já começamos a decidir algumas coisas por nós mesmos, se moramos com os pais. De fato erramos bastante, pois nunca havíamos passado por isso antes, e talvez a maior preocupação deles (os pais) em deixar nós escolhermos ou decidirmos nosso futuro, o que faremos, com quem andaremos, é a preocupação em seus filhos para que não errem.

Quando estamos nesta idade, isso é revoltante... Quando envelhecemos um pouquinho, isso faz um pouco mais de sentido. Espero que não tenha essa mesma cabeça quando um dia for pai.

Enfim, sempre fui vítima disto, pelo menos até quando as proibições e as macumbas para que as coisas dessem errado fizessem efeito sobre mim. Chega uma hora que isso realmente não é necessário, e se chegar essa hora e ainda não soubermos decidir, aí talvez não tenha mais volta, e se tiver, será um pouco mais sofrida.

Até mesmo quando escolhe coisas engrandecedoras, é barrado!

Um dia fui convidado à administrar um grupo de esporte: disseram que não! Porque eu iria me endividar, levar a culpa e ser excluído.
Um dia fui convidado para liderar um grupo tecnológico: disseram que não! Porque eu não iria cumprir com minhas obrigações, iam se aproveitar de mim e meu rendimento iria cair.
Um dia fui convidado para trabalhar em outro lugar: disseram que não! Porque iria diminuir meu rendimento e posterirormente atrapalhar minha formação.
Um dia fui convidado para abrir uma empresa: preferiram fazer vista grossa. Não precisaram dizer não, o pensamento "Deixa ele, coitado. Deixa ele sonhar!" foi mais alto.

Resumo:
Fui muito cobrado, suei, e me ferrei (fisica e psicológicamente) nos esportes.
Fiquei deprimido e tenho uma porção de bombas prestes a estourar em minhas mãos.
Estou sendo explorado no novo trabalho, e não tenho mais tempo.
Não tenho tempo ou dinheiro para abrir a empresa.

Então todos aqueles comentários tinham fundamento, e eu fui otário em não escutar?

Resultado:
Aprendi a lidar com pessoas, dinheiro, ouvir críticas e hoje o grupo de esporte tem as administrações mais sólidas e elogiadas dos últimos anos.
Aprendi mais ainda a com pessoas, o grupo tecnológico tem mais de 5 vezes a maior renda obtida em 5 anos de existência, atinge mais pódios que antigamente, e nunca conseguiu antes administrar tanta gente.
Trabalho onde gosto, com o que gosto, e tenho experiência em minha área.
Estou aprendendo a cuidar do meu tempo, criando problemas complexos e tendo que resolvê-los, num mundo onde realmente vai fazer diferença aprender alguma coisa.

Será esta uma estratégia para crescermos na vida? Será que essa negação e desafio que motiva e nos deixa ir longe? Eu não sei, mas acho que não.

Não dou os méritos apenas a mim, são muitas pessoas que se ferram, passam por idiota, dão a cara à tapa que contribuem para cada tijolinho formar uma casa segura. Se você não se suja de cimento, toma chuva, carrega blocos pesados, não ouve merda de superiores ou mais experientes, você não consegue construir uma casa que não desabe. Geralmente só vemos a casa, mas muitos não tem a menor idéia do que foi preciso para deixá-la assim.

Hoje eu tenho certeza, se tiver algo do qual não me apoiam, aí sim é que entro de cabeça!
Se riram quando Colombo disse que a Terra é redonda, terei eu vergonha de ser caçoado?


Foto do dia: Avisem o garotão ali que ele está na espécie errada!