domingo, 5 de junho de 2011

“Sabe aquela mulher super equilibrada? Que nunca te cobra nada? Super segura, nada ciumenta e calma? ...

Então, ela tem outro. Certeza!”



Essa frase não é nova, mas a vi por ai um dia desses e tive que concordar.

Ok, não vamos generalizar!!E também não vamos tomar como verdade que toda mulher é louca, insegura e neurótica... Talvez algumas, mas não todas...

O fato é que quando gostamos de alguém ficamos bobos, ficamos pior que bobos, ficamos idiotas! Como um trecho do texto postado por minha querida Sofia “Você dá a essa pessoa um pedaço seu, e ela nem pediu. Um dia, ela faz alguma coisa besta como beijar você ou sorrir, e de repente sua vida não lhe pertence mais. (...)”. Não só as mulheres, os homens também (conheço muitos homens que sofreram horrores de amor sem o menor pingo de vergonha de assumir isso – raríssimos, mas existem). Mas quando gostamos queremos ficar perto, temos medo de perder, queremos cuidar, proteger, mimar...e a gente sabe que exagera as vezes ...mas é tudo com muito carinho...E se, por algum motivo a pessoa perde essa vontade...essa vontadezinha de ficar junto, de encher de mimos...e pior quando o medo de perder desaparece....huuuuuuuum....

Desconfie...

Mas antes de julgar, veja se você não tem uma parcela de culpa. Se não faltou uma atençãozinha ali, uma carinhozinho aqui...um cuidado a mais...

Como diz nosso breguissima Caetano Veloso “quando a gente gosta é claro que a gente cuida”...

Por isso, quando der, parem uns 5 minutinhos. Reavaliem a atenção que vocês andam dando para todas as pessoas que vocês gostam (inclusive os amigos e famílias – não falo só de namorados, peguetes, ficantes ou qualquer outro rótulo). Todo mundo gosta e precisa de um mimo, faz bem pra todo mundo uma ligação do nada , um bilhetinho, um abraço... para nós mulheres então...ishii..é mais fácil ainda, somos tão bobas que qualquer bilhetinho já derrete a gente (desconfio que já nascemos assim “bobas” e altamente “derretíveis” para facilitar a vida dos homens – então meninos, aproveitem!).

E bem... isso não é bem um conselho, é a mais pura realidade...Portando, se algum dia você tiver uma mulher super equilibrada, super segura nada ciumenta e calma ao seu lado...

Bem ...

Para ouvir: Por onde andei

terça-feira, 24 de maio de 2011

"Adultos nunca entendem e é cansativo para as crianças sempre terem que explicar as coisas a eles." - disse o Pequeno Príncipe ao homem.

Você já parou pra pensar no quanto você mudou? No quanto as suas ideias mudaram de quando você era uma criança até agora?

No quanto você deixou de acreditar nas coisas, nas pessoas, nos sentimentos...

Quando se é criança, acredita-se que um senhorzinho, que mora lá no polo norte (um dia vc descobre que é na Noruega) sai da casa dele numa noite de natal e entrega brinquedos para todas as crianças do mundo.

Você acredita em absolutamente em tudo que te dizem (porque no mundo criança de ser, as únicas mentiras contadas são aquelas quando você precisa ir ao médico e a história sobre a tal cegonha)

Quando se é criança, não tem problema ser 100% sincero, no fundo é até bonitinho.

Você divide seu lanche com seus amiguinhos sem a menor sombra de egoísmo (exceto quando for bolo de chocolate).

Quando você gosta de alguém, você faz questão de ficar junto a maior parte do tempo: vocês brincam juntos, assistem tv juntos, fazem dupla durante a aula e com certeza defende essa pessoa em alguma confusão no intervalo(ou é defendido)

Quando se é criança, temos a total certeza que o lugar mais seguro do mundo é o nosso lar e que os nossos maiores protetores são nossos pais...

Tudo é muito mais simples quando somos crianças.

Mas ai um dia você cresce...

E descobre que papai noel não existe, descobre que algumas pessoas mentem, você descobre o significado da palavra egoísmo no sentindo mais frio e real e cria uma barreira enorme pra poder esconder seus sentimentos...

Ok, sabemos que a vida é assim, coisas ruins acontecem. Mas eu tenho certeza que pra cada coisa ruim que aconteceu, aconteceram diversas coisas boas.

Quantos presentes você ganhou antes de descobrir que o papai noel não existia? E quantos presentes depois, você não comprou pra ser o papai noel de alguém?

Quantas coisas boas você aprendeu com as pessoas, e quantas vezes você se apaixonou e gostou tanto de alguém a ponto de te dar frio na barriga e medo de gostar de novo?

Disso a gente sempre esquece!

Os nossos medos nos fazem colocar empecilhos em tudo, nos tiram a fé nas pessoas e acabamos esquecendo como as coisas eram mais fáceis e bonitas quando só olhávamos as coisas com olhos de criança.

Todos nós temos que amadurecer, aprender com as coisas – as boas e as ruins – mas não deveríamos perder o jeito criança de ver as coisas. Logicamente que uma dose de maturidade é mais do que necessária para a sobrevivência, mas às vezes acreditar mais nos outros, esconder menos os sentimentos, gostar mais das pessoas e acreditar que coisas boas acontecem porque elas simplesmente acontecem é ainda mais necessário para podermos viver bem.

Experimente.

;)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Amizades

O que devemos esperar de amizades? Muitas vezes senti-me a pessoa mais sortuda do mundo em relacao a amizades. Senti que tinha os melhores amigos do mundo. Outras vezes (muito raras), alguns amigos ´´dao mancada´´, e sinto que nao posso confiar em meus amigos e isso traz uma sensacao de que nunca tive verdadeiros amigos.
Minha intencao eh gerar comentarios. Qual eh sua impressao sobre isso?
Defendo que amigos perfeitos nao existem, e por isso devemos valorizar aqueles bons amigos.
Nao estou criticando aqueles amigos envolvidos neste diario, mas simplesmente abordando um assunto. Fui pressionado por Sofia Young para escrever por aqui.

Ryan Field.

sábado, 2 de abril de 2011

Pentelhos do Rei - Enfim, o hedonismo

Li os últimos posts, os últimos comentários. Não vi questionamentos. Não vi debates. Não vi ócio criativo. Em contrapartida, o que vi foram opiniões, pontos de vista, certezas fundadas na dúvida, todas fundadas no prazer, na felicidade, na vida(!). Vi, enfim, a prática do hedonismo - prazer como o bem. Mas se é para viver uma fase da filosofia, porque viver a fase mais irracional dela? Apenas dou ao hedonismo o status de fase da filosofia, por mera convenção. É necessário apenas um breve momento para se aperceber que de filosofia, o hedonismo tem pouco, pois o prazer como um fim em si mesmo não resiste ao questionamento filosófico. Em verdade, o hedonismo está mais para doutrina que para filosofia. Está mais para prisão que para liberdade. O hedonista está aprisionado ao seu instinto mais básico de não ser contrariado. Viver neste postulado é mascarar a realidade que nos cerca para fugir das angústias da vida, ou pior, para não resolvê-las.


Perdoem-me os ofendidos. É apenas um contraponto. Abraços do Rui.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Testículo do Villa - "Mais do mesmo outra vez"

Novos Baianos - A menina dança

Alguém já ouviu a expressão "preguiça de viver"? Bom, a ouvi um certo tempo atrás e achei uma bela forma de traduzir uma série de situações cotidianas, à começar pelo fato que não é uma simples preguiça e sim um verdadeiro e puro estado de espírito. Ele retrata a situação em que nós - acredito que eu não seja o único - tem preguiça de empurrar a vida frente aos seus afazeres cotidianos: dirigir, trabalhar, ir para o zoológico, dançar com bailarinas nuas, ou seja lá o que você faz. A verdade é que não importa, afinal você não quer fazer nada que lhe exija algum tipo de consciência.

Disse tudo isso para chegar ao ponto que me interessa: O que realmente te tira desse estado de espírito? O que te faz viver de tal forma que supere suas expectativas de um dia comum?

Esse é na verdade um convite a pensar sobre a questão. Afinal, é uma pessoa que te anima e te faz viver, é um hobby? Penso eu que são coisas complicadas depender de uma pessoa, de um hobby, ou de um objeto qualquer para lhe trazer um dia extraordinário. Afinal, o que seria da vida se não esses acasos momentâneos que transformam tudo a nossa volta; e mais, e quando tudo isso acontece e não há mais lugar para o passado?

Bom, talvez eu seja meio instável ou mesmo pense demais.

Acho que seria bom, entretanto, por hora, achar um belo hobby novo para ocupar um vazio de sentido. Quem sabe não aprendo a cozinhar? Ou mesmo fabricar minha própria cerveja, fonte de rogozijo. Seria bom, por hora.

Mas chegou minha hora, vou dar minha corridinha semanal e ouvir o bom e velho samba de costume que é para não perder a fome.

abraço,

Josias

sábado, 12 de março de 2011

Nobres flertes - “Fly as high as the sun”

[conforme a tradição: Flight of Icarus ]


Peito aquecido, às vezes frio no estômago, sensação de poder fazer um desejo se tornar realidade, tentação, alívio... Algumas coisas que podem estar relacionadas ao sentimento de Liberdade

A lenda de Ícaro me parece um conto sobre como a liberdade é sedutora e fascinante. Mas é inevitável: essa mesma história desses gregos muito loucos também me faz pensar em como a vida nos impõe limites em cada possibilidade que temos de escolhas. Asas de cera lhe davam a oportunidade de voar, um sonho para qualquer ser humano. Mas, ainda assim, estava limitado a fugir do mar, para que a umidade não o prejudicasse tornando as asas pesadas e densas. Também não poderia voar tão alto, já que o calor do sol poderia derreter suas asas.

Às vezes ficamos como Ícaro: seduzidos pelo caminho até perto do sol, limitados pelos riscos.

Por que raios não arriscar voar mais alto? Dane-se que o calor pode derreter aquilo que nos deu a possibilidade de chegar até lá... Será que a sensação de estar mais próximo ao sol não compensaria a posterior queda? Escolher arriscar nem sempre é simples, mas decidir voar alto faz parte do que eu penso sobre nobreza

sexta-feira, 4 de março de 2011

Testículo do Vila - "Sonoras Trilhas"

Essencial: Jorge Drexler - Al otro lado del rio

Dentre todas as formas de expressão humana, principalmente no que se diz respeito a expressar sentimentos, ao meu ver a mais possante, e pulsante é a música. Motivo pelo qual tenho a mais repleta admiração por aqueles que entendem sua linguagem.

Sou devoto fã da arte musical, porém um completo ignorante.

Engraçado é o fato de nós sermos muitas vezes incapazes de nos expressar corretamente, ou criativamente, algum sentimento a um ente querido. Simples como dizer "eu te amo" nos escapam expressões na hora de elaborarmos um pouco mais essa ação divina de reconhecer no outro algo belo.

Ainda, julgo ser por essa necessidade que se criaram infinitas formas de expressar sensações e sentimentos, não há limite para o amor, nem para a criatividade.

Assim considero a música, uma expressão planejada e construída de dizer sentimentos a aqueles que entendem sua beleza, podendo sim chegar ao estado de arte (o que é uma outra discussão).

O fato importante aqui é que a música, assim como outras formas de arte, são capazes de externalisar esse sentimento do autor e o levar a outrem; potencializando, amplificando, e introduzindo tudo aquilo que queremos dizer e não conseguimos, tirando nosso grito morto da garganta - por isso o sucesso de um show de rock.

Melhor construído, ao meu ver, é ainda a união entre o cinema (arte) com a música (arte). Aquele que consegue harmonizar com perfeição toda a carga emocional da cena e da música tem nas mãos uma bala de canhão para estilhaçar as víceras de quem assiste passivamente a uma descarga nos sentidos.

Digo tudo isso para simplesmente recomendar e comentar sobre o fato de "filmes de estrada" terem trilhas sonoras tão marcantes, perturbadoras e sem dúvida emocionantes. Cito, e recomendo 3 belos filmes de viagem, com 3 lindas trilhas sonoras para seu deleite. São eles: Easy Rider; Diarios de uma motocicleta; e Into The Wild.

Bom, esse tópico era mais um pequeno convite a quem está de bobeira no feriadão e quer um programa sussegado para provocar a alma e os sentidos.

Fora isso, que nessa data tão brasileira o samba nos pegue de jeito e a alegria de um maracatu tire meus pés e me arranque a alma nos próximos dias. Hasta la vista!